O Conselho Federal de Odontologia editou a resolução 197/2019 que proíbe a inscrição e o registro de alunos egressos de cursos de Odontologia integralmente realizados na modalidade de Ensino a Distância (EAD). Para o CFO é preciso deixar clara a posição contrária da entidade e dos demais conselhos federais da área da Saúde. ”É imprescindível a integração teórica e prática entre o ensino, os serviços de saúde e a comunidade”, declarou o presidente do CFO Juliano do Vale.

Há cerca de dois anos o Conselho já havia manifestado preocupação, por meio da resolução CFO 186/2017, que estabelece a obrigatoriedade de algumas disciplinas ministradas exclusivamente sob a modalidade presencial na graduação de Odontologia. Agora, com a resolução 197/2019, fica vedada integralmente a inscrição e o registro de alunos desse curso na modalidade EaD.

Levantamento realizado pela Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relações de Trabalho (CIRHRT) do Conselho Nacional de Saúde, revelou que, em junho de 2018, cerca de 690 mil vagas foram autorizadas pelo MEC em EaD para a saúde.

Além disso, o CFO solicitará uma reunião com a Associação Brasileira de Ensino Odontológico (Abeno) para aprofundar o debate. O Conselho estabelece a inadmissibilidade de alunos egressos nesse formato. Para o presidente do CFO, Juliano do Vale, é fundamental que os profissionais da área da Saúde tenham esse convívio prático com os pacientes ainda em ambiente acadêmico. “Em hipótese alguma vamos aceitar esse tipo de curso. A saúde da população não pode ser penalizada com EaD”, afirmou.

Fonte: CFO